LIVRO Mistério na chácara n°23 PDF Gláucio Imada Tamura

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Resumo

Com dois minutos de caminhada, ora em trotes, outrora em passadas mais largas, chegamos ao mata-burro que dava acesso ao riacho todo ladeado por uma densa mata, com a luz da lua revelando a trilha do capim amassado que deveríamos continuar seguindo.
A partir dali, seguimos o percurso que o pisotear costumeiro de pés nos mostrava, e após um tempo caminhando, afastando a todo instante os galhos insistentes aplacando os nossos rostos, eu e Netinho alcançamos por fim uma área aberta, repletas de cascalhos findando na areia branca esparramada pelo chão, bem pertinho a descida das águas do riacho.
Naquele breu só pude ver a silhueta de uma mulher submersa, distante a uns vinte metros de distância de nós, parecendo fera quando espreita o momento certo para abocanhar a presa.
– OH, RITINHAAAA! – Netinho gritou, a lanterna valseando no ar, mantendo as palmas das mãos como muros ao lado da boca.
Logo que Ritinha nos escutou, acenou de onde estava e veio se aproximando de nós; caminhando devagarinho, vencendo a correnteza com o compasso das pernas. Quando Ritinha posicionou-se diante de nós, Netinho lhe disse:
– Esse aqui é o meu primo, o Maurício, aquele de quem lhe falei…
Ela o agradeceu com um olhar sensual, e sem dizer uma palavra, ficou a me encarar de um jeito que me deixou sem jeito.
– Agora é com você, Maurício. – Netinho me disse, só que agora, me olhando de um jeito sacana. – Mais ou menos à daqui uma hora, eu volto para lhe buscar. Fique tranquilo, – ele sussurrou – ela não morde. Você está em "boas" mãos…