LIVRO A ORIGEM DA FÉ: Suas manifestações e efeitos PDF Cleib Lubiana

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Resumo

Recentemente um amigo do Facebook me solicitou, para minha surpresa, uma resenha sobre sua primeira experiência literária, o livro “Impressões sobreA Origem da Fé, Suas manifestações e Efeitos”. Eu me senti compelido ao desafio, mesmo me considerando sem as qualificações que a obra merece. Ele me disse, mais ou menos nestas palavras, “estamos num momento em que a deterioração do pensamento racional, causada pelas religiões, não é mais uma turbulência cultural, mas uma ameaça ao bem-estar da humanidade”. Essas palavras podem parecer carregadas de pretensão, e audaciosas demais ao denunciar diretamente a fé como maléfica, mas a leitura do livro revela claramente a intenção honesta e pertinaz do autor. Um segundo motivo que me fez dizer “sim” ao pedido foi o emocional, pois eu realmente gostei de ter lido.Espero que essa resenha expresse meu contentamento pela tentativa bem-sucedida de escrever um livro com tema tão controverso. Parabéns, Cleib Lubiana!Eu não quero estragar a diversão contando o filme, mas vou pontuar algumas características do livro para atiçar o gosto de quem ama a literatura. Cleib tem uma tentativa felicíssima de usar sua vivência pessoal, suas andanças mentais com o problema de sua própria religiosidade, ambientando a narrativa na cidade em que passou a sua infância, uma cidade marcada pela fé católica e pela história de um famoso ambientalista assassinado. As descrições da catedral, que se ergue como um símbolo da cidade, me fazem lembrar as conexões arquitetônicas com a história de templos religiosos da Europa, e do mundo, no livro ” O código Da Vince”. Partindo de sua própria experiência, Cleib se arrisca a traçar um histórico de perversão mental generalizado, histórico com um embasamento indefectível de pensadores. A fé cria um bem-estar mental ilusório e se lança como solução pelo além-túmulo. Cleib consegue relacionar essa tragédia do senso crítico com a violência impetrada contra a mulher, o homossexual, o negro e o indígena. Em sua análise a conversão não é vista como a solução definitiva, mas um problema a mais – e um problema gravíssimo. Por fim desdobra a catástrofe seguindo na perversão burguesa da fé: o apego ao lucro. Ele delineia bem o que o filósofo refere como “o entrelaçamento entre mito, dominação e trabalho”.O filósofo Adorno diz em palavras obscuras o que o autor Cleib Lubiana ilumina com exemplificações em seu livro:” A FÉ manifesta continuamente que tem o mesmo cunho que a história do mundo, que pretende ter ao seu comando. Nos tempos modernos ela se torna o INSTRUMENTO PREDILETO do seu ardil particular. Irrefreável é não só o Iluminismo do século XVIII, como reconhecia Hegel, mas, e nenhum outro sabia isso melhor do que ele, o próprio movimento do pensamento. Em todos os níveis de compreensão, desde os inferiores até os mais elevados, está evidente a sua distância à verdade, que torna o apologeta um mentiroso. O PARADOXO DA FÉ se abastarda finalmente na burla, no mito do século XX, e sua irracionalidade degenera em instituição racional nas mãos dos definitivamente esclarecidos que guiam entretanto a sociedade para a barbárie.”Ao meu amigo e escritor, Cleib Lubiana, meus mais primorosos préstimos pela sua obra literária!Luciano Cilindro de Souza.