LIVRO A Hierarquia Celeste: O Tratado Clássico da Angeologia Cristã- Século VI PDF Dionísio Pseudo-Areopagita

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Resumo

Dionísio Pseudo-Areopagita é o nome pelo qual é conhecido o autor de quatro tratados e dez cartas que por quase mil anos exerceram grande influência em várias dimensões da cultura cristã: na mística, na teologia, na literatura, na pintura, na arquitetura, na política, etc. Os quatro tratados são: A Hierarquia Celeste, A Hierarquia Eclesiástica, Os Nomes Divinos e A Teologia Mística. Esses tratados, fortemente influenciados pelos grandes neoplatônicos Plotino e Proclo, foram escritos originalmente em grego no final do século V.Uma cópia dessas obras foi trazida em 827 de Constantinopla para o Ocidente pelo rei Luís I de França, que a recebeu de presente do Imperador bizantino Miguel Psellos e que por sua vez a deu ao monastério beneditino de Saint-Denis, próximo a Paris, onde em 838 foi traduzida pela primeira vez ao latim. Uma nova e melhor tradução das obras de Dionísio para o latim foi encomendada em 862 pelo próprio Imperador francês, Carlos II.No século XII, Suger, o abade do monastério de Saint-Denis que foi responsável pela construção da primeira catedral gótica, admirador e estudioso das obras de Dionísio, baseou-se nelas para explicar como a nova arquitetura da catedral que estava construindo ajudava a elevação da alma a Deus. A influência enorme que os escritos de Dionísio exerceram durante a Idade Média teve seu principal centro irradiador nesse monastério beneditino de Saint-Denis, em cuja catedral foram sepultados quase todos os reis da França.Até o século XVI,esses textos de Dionísio tinham valor quase apostólico, uma vez que até aquele momento considerava-se que o seu autor tinha sido discípulo direto de São Paulo. Somente no século XIX foi possível definir a data em que foram escritos: entre o fim do século V e o início do século VI.As obras de Dionísio, juntamente com as obras de Santo Agostinho, de Platão e dos neoplatônicos, foram as três maiores fonte do pensamento do Ocidente medieval. De tal modo que Dionísio foi chamado de “pai da mística”. São Gregório Palamas qualificou Dionísio de “um contemplador infalível das coisas divinas”. São Boaventura chamou-o de “príncipe dos místicos”. São Tomas de Aquino, que o considerava um dos “príncipes da teologia”, escreveu comentários para alguns desses quarto tratados de Dionísio e o citou 1700 vezes em suas obras!No século XIII, o filósofo e teólogo inglês Robert Grosseteste fez uma nova tradução comentada das obras de Dionísio, e Santo Alberto Magno fez o mesmo algumas décadas mais tarde.Nos séculos XIV e XV, foram fortemente influenciados por ele os grandes nomes da mística alemã: Mestre Eckhart, JohanesTauler, Jan van Ruysbroeck, Nicolau de Cusa, os maiores nomes da mística espanhola: Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz, e também a maior dentre as místicas inglesas: Juliana de Norwich. Além disso, a “estrutura hierárquica do Paraíso de Dante foi influenciada pela concepção hierárquica da realidade de Dionísio”[1].Na segunda metade do século XV, os pais do Renascimento italiano também tiveram as obras de Dionísio em alta conta. Giovanni Pico della Mirandola “considerava-o o mestre da verdadeira cabala cristã”[2]. E Marsílio Ficino, o líder da Academia Platônica de Florença, “não somente apoiou-se em Dionísio para elaboração do programa de sua obra Teologia Platônica”[3], mas além disso realizou uma nova tradução comentada de dois dos tratados de Dionísio: A Teologia Mística e Os Nomes Divinos. As obras de Platão, as do apóstolo Paulo e as de Dionísio “foram os pilares da síntese religiosa”[4] proposta por Ficino.Autor: Dionísio Pseudo-Areopagita (século V)Tradutor: Américo SommermanIdioma: PortuguêsEditora: Polar EditorialEdição: 1ª/2015 Número de páginas: 80 pg